quinta-feira, 20 de agosto de 2015

HSM - O que essas letrinhas podem fazer pelo seu orçamento.

A forma de se utilizar recursos de correio eletrônico é algo que notoriamente modificou-se muito nos últimos anos. Em meados dos anos 2000 éramos acostumados a contas com quotas definidas nas casas de megabytes, tempos em que um anexo de 1 Mb era algo inadmissível. "Heavy users" quando conseguiam lotar suas caixas postais, tinham como única solução viável a exclusão de mensagens mais antigas, de forma a liberar espaço e reestabelecer o fluxo de e-mails.

Hoje porém, poucas coisas são tão mutantes quanto o mundo cibernético. O que eram megabytes, se tornaram gigabytes, anexos cada vez maiores tornando o usuário mais exigente com relação a sua quota de e-mails. Ninguém mais quer apagar seus e-mails, até mesmo porque, com o aumento do volume, tal expurgo passa a ser algo muito dispendioso no tocante a tempo. Até aí, algo natural. É necessário acompanhar o crescimento natural das coisas. A grande questão, no entanto, é manter a estrutura capaz de suportar a demanda dos novos tempos. Extensos investimentos são necessários para viabilizar grandes espaços de armazenamento ao usuário final. Mesmo para empresas de grande porte, que possuem na casa de centenas ou milhares de contas de e-mail, disponibilizar gigabytes de espaço para cada usuário em storages de alto custo, com discos de 15k RPM é algo financeiramente inviável. O HSM, sigla para Hierarchical Storage Management é um recurso existente no ZTOOL que permite uma abordagem diferente para esta questão. Para entendermos melhor como o HSM funciona, temos de ter em mente um ponto: A maioria dos usuários tem como costume, acessar principalmente seus e-mails mais recentes, emails do "dia-a-dia", seu fluxo de e-mail do último mês por exemplo. Eventualmente, o usuário tem a necessidade de acessar um e-mail mais antigo. De fato, com isso conseguimos fazer uma divisão lógica das caixas postais dos usuários em 2 grupos, que vamos chamar aqui de "e-mails de trabalho" (mensagens mais recentes) e "e-mails arquivados" (mensagens antigas que são armazenadas para histórico). O que o ZTOOL faz depois daí é tratar estes 2 grupos de mensagens de formas diferentes. Para isto, é apresentado um ou mais volume extra de armazenamento para o Zimbra, volume(s) este(s) que propositalmente é(são) mais lento(s) que o volume original (e consequentemente mais baratos).

Existem várias soluções possíveis para a disponibilização deste(s) novo(s) volume(s): Servidores com múltiplos discos de baixa velocidade apresentados na rede via iSCSI; Storages de baixo custo como os storages EqualLogic da Dell por exemplo, ou mesmo soluções NAS (Network-Attached Storage); todos estes exemplos são soluções que agregam vários terabytes de espaço ao ambiente a um baixo custo. Com os dois volumes (o de alta performance e o de baixa performance) disponíveis, é configurado no ZTOOL o parâmetro que vai definir o divisor entre os dois grupos de mensagens. Algo como 1 mês ou 2, por exemplo. A partir daí o ZTOOL alocará os "e-mails de trabalho" no volume de alta-performance e em um agendamento diário vai mover as mensagens que sairam deste grupo para o grupo "e-mails arquivados" (Figura 1), alocando estas mensagens no volume mais barato. 

Figura 1 - VIsualização do fluxo dos e-mails implementado via HSM

É importante salientar que mesmo estes e-mails sendo movidos para volumes mais lentos, isso não vai acarretar lentidão no acesso as mensagens. Pelo contrário, normalmente o acesso fica até mais rápido a este grupo pois as operações de I/O no volume de "e-mails arquivados" é muito menor que no volume de "e-mails de trabalho". 

Desta forma, é possível estender a caixa postal dos usuários agregando um recurso de armazenamento de baixo custo, mas sem gerar nenhum impacto ao usuário principalmente no tocante a performance. Na prática, este recurso acarreta uma redução de milhares de reais na implementação ou ampliação de uma estrutura de correio eletrônico baseada em Zimbra.